segunda-feira, 25 de junho de 2012

ESTADO DE SÃO PAULO JÁ POSSUI MAPEAMENTO COM AS MELHORES REGIÕES PARA O CULTIVO DE CANA-DE AÇÚCAR !!!



                                                        Imagem meramente ilustrativa.


O Estado de São Paulo já possui mapeamentos físicos e climáticos que apontam as regiões com melhores aptidões ambientais para o cultivo da cana-de-açúcar. No entanto, ainda não dispõe de um mapa microbiológico que indique, por exemplo, áreas com composição microbiana do solo mais propícia para o desenvolvimento da cultura de maior importância agrícola do Estado.

Um projeto de pesquisa, realizado por pesquisadores da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), com apoio da FAPESP no âmbito do Programa de Pesquisa em Bioenergia (BIOEN), pretende mapear a diversidade microbiana existente nos solos onde já é cultivada cana-de-açúcar em São Paulo.

O projeto foi apresentado durante o “NWO-FAPESP-CNPq Joint Workshop for developing researchs collaborations”, realizado nos dias 19 e 20 de junho na sede da FAPESP, em São Paulo.

Promovido pela FAPESP juntamente com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a The Netherlands Organization for Scientific Research (NWO), o objetivo do evento foi fortalecer a colaboração em pesquisa entre cientistas do Brasil e da Holanda para realizarem projetos conjuntos relacionados à bioeconomia em áreas como a resiliência de sistemas de produção agrícola, na qual se enquadra o projeto que está sendo realizado por pesquisadores da Esalq.

Iniciado em 2011, o objetivo do estudo é mapear os grupos de microrganismos existentes nos solos onde há cultivo de cana-de-açúcar em São Paulo, correlacionando-os com fatores como o tipo de manejo da cultura, aspectos climáticos, como umidade e temperatura, e tipo de solo.

Com base nos dados microbiológicos obtidos pelos pesquisadores será possível estimar se uma determinada região apresenta maior incidência de determinados grupos de microrganismos e, em função disso, demanda menos fertilizantes.

Ou se manter a palha da cana-de-açúcar na superfície da plantação da cultura após a colheita induz o crescimento de certos grupos de microrganismos no solo que auxiliam no desenvolvimento da planta, suprindo-a com nutrientes, ou que a tornam mais resistente a pragas e doenças agrícolas.

“A ideia central da pesquisa é, com base no conhecimento da microbiologia do solo, poder indicar tipos de manejo que induzem o crescimento de determinados microrganismos que ajudam a planta a se nutrir e crescer, estimulando o recurso natural da área”, disse Fernando Dini Andreote, professor da Esalq e coordenador da pesquisa, à Agência FAPESP.

De acordo com Andreote, calcula-se que existam entre 15 mil e 30 mil espécies diferentes de microrganismos no solo, que variam de acordo com fatores como o tipo de clima, do solo, da existência ou não de floresta e plantações e do manejo da terra.

Para estimar quais grupos de microrganismos estão presentes nas áreas de cultivo de cana-de-açúcar em São Paulo, entre fungos, bactérias e outros, os pesquisadores coletaram 440 amostras de 10 talhões (uma espécie de quarteirão) de cana de 11 diferentes regiões no Estado (do extremo norte ao município de São Manoel, próximo a Piracicaba), que possuem diferentes temperaturas, tipos de solo, incidência de chuva e são manejadas de diversas formas, como por colheita mecânica ou queima da cana.

As amostras foram analisadas pelo método sem cultivo, em que é extraído e sequenciado o DNA de todos os microrganismos presentes na porção de solo coletado em trabalho de campo para quantificar as células de cada grupo de microrganismo na região, que podem chegar a 1 bilhão de células por grama de solo.

A análise físico-química das amostras ainda não foi concluída, mas os primeiros resultados das avaliações dos grupos de bactérias e fungos, que estão mais adiantadas, indicam que há variações dos grupos de acordo com a área investigada.

“Ainda não fizemos a análise estatística para podermos afirmar que um determinado tipo de cultivo induz o crescimento de um grupo de bactéria ou fungo. Mas já sabemos que há variabilidade dos grupos de microrganismos nas regiões analisadas, que iremos verificar se corresponde ou não a uma variação biológica”, disse Andreote.


MICROBIOMA HUMANO

Segundo Andreote, que realizou doutorado-sanduíche e parte de sua graduação e do pós-doutorado na Holanda, as pesquisas sobre a estruturação da comunidade microbiana espacialmente, correlacionando-a com aspectos como o clima, estão mais consolidadas em países como Estados Unidos, França, Inglaterra e Alemanha, mas ainda são incipientes no Brasil.

Entre os fatores que Andreote atribui para a escassez de estudos nessa área no país está o custo do método sem cultivo de análise de DNA de microrganismos, que era muito alto e em função disso possibilitava analisar poucas amostras.

O novo método é muito mais confiável para quantificar microrganismos do que a metodologia por cultivo de bactéria, fungo ou arqueia em laboratório, que só consegue representar menos de 1% de um microbioma.

Com o barateamento da metodologia e a ampliação da possibilidade de sequenciamento do DNA nos últimos anos, tornou-se possível sequenciar uma quantidade muito maior do gene do ribossoma de microrganismos e realizar mapeamentos microbiológicos como o do corpo humano, que acabou de ser concluído e publicado nas revistas Nature e PLoS por pesquisadores dos National Institutes of Health (NIH), nos Estados Unidos.

“Uma das descobertas interessantes desse mapeamento do microbioma humano é que os grupos taxonômicos de microrganismos variam bastante, mas as funções deles são muito estáveis, ou seja, são as mesmas. E pretendemos verificar se isso também ocorre com os microrganismos que existem no solo”, contou Andreote.

Os pesquisadores estão complementando os dados e realizando as análises estatísticas das amostras para começar a gerar os primeiros mapas microbiológicos e tentar verificar se há uma distribuição espacial dos grupos de microrganismos em macro ou microescala.

Se forem identificadas as mesmas comunidades microbianas no solo de duas regiões do Estado de São Paulo, como São José do Rio Preto e São Manuel, em que a cana-de-açúcar é manejada da mesma forma, será possível determinar que o manejo é o fator mais importante para a ocorrência de um determinado grupo de microrganismos do que a distância.

Por outro lado, se for observado que as comunidades microbianas são estruturadas pela distância, será possível afirmar que elas apresentam uma biogeografia (distribuição espacial) em ampla escala, como ocorre com as espécies de animais e de plantas.

"O mapeamento irá possibilitar a realização de análises integradas para determinar com maior assertividade as regiões em que pode se plantar cana-de-açúcar em São Paulo”, estimou Andreote.

De acordo com o pesquisador, quando for concluído, o mapeamento microbiológico de solos, que deverá ser disponibilizado na internet, poderá ter sua utilização expandida para outras culturas, que não apenas a cana-de-açúcar, além de para outras áreas para as quais a própria cana está caminhando em direção, como Mato Grosso e Goiás.

“Os zoneamentos agroclimáticos do Estado de São Paulo apontam a existência de duas regiões onde a cana-de-açúcar é manejada de formas diferentes. Na análise microbiológica, não sabemos quantas áreas aptas para o cultivo da planta vamos identificar”, disse Andreote.


Fonte : Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo.

Tópico elaborado por Marcelo Gil.


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quarta-feira, 20 de junho de 2012

NAÇÕES UNIDAS E SEGURADORAS MUNDIAIS LANÇAM PRINCÍPIOS GLOBAIS DE SEGURO NA RIO +20 PARA IMPULSIONAR O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL !!!





Cerca de 30 grandes empresas do setor de seguros, representando mais de US$ 3,5 trilhões em ativos e perto de 10% do volume mundial bruto de prêmios, aderiram a um processo apoiado pela ONU para promover um conjunto de Princípios para o Seguro Global destinado a tornar o setor mais verde e fornecer ferramentas de seguro para a gestão de riscos em apoio à sustentabilidade ambiental, social e econômica.

Os Princípios fornecem uma abordagem holística para a gestão de uma ampla gama de riscos globais e emergentes no negócio de seguros, desde mudanças climáticas e desastres naturais até escassez de água, insegurança alimentar e pandemias.

Eles representam a primeira estrutura global de sustentabilidade voltada para o setor de seguros que leva em consideração o valor econômico fundamental do capital natural, do capital social e da boa governança.

Os Princípios destinam-se também a posicionar o setor de seguros como um impulsionador da economia verde e do desenvolvimento sustentável.

Os signatários divulgarão voluntariamente o progresso anual da implementação dos Princípios para Sustentabilidade em Seguros.

Os Princípios são resultado de um processo global de seis anos de elaboração conduzido pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI, na sigla em inglês), iniciativa estratégica envolvendo o PNUMA e instituições financeiras do mundo todo.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner, elogiaram os Princípios como uma iniciativa histórica e uma grande contribuição aos objetivos da Conferência Rio+20, que busca fazer avançar a boa governança e o desenvolvimento ambiental, social e econômico. A economia verde no contexto da redução da pobreza e do desenvolvimento sustentável é um dos grandes temas da Rio+20.

Ban Ki-moon disse: "Há anos, as seguradoras estão na linha de frente do mundo corporativo alertando a sociedade sobre os riscos das mudanças climáticas e, mais recentemente, de ameaças como a perda da diversidade biológica e as pressões do crescimento nas florestas, nos mananciais de água doce e em outros ecossistemas essenciais. As seguradoras estão também cada vez mais reconhecendo a necessidade de desenvolver produtos e serviços que atendam às necessidades de um mundo de rápidas mudanças, entre elas o seguro inclusivo para comunidades de baixa renda, pessoas com HIV/Aids ou deficiências ou populações envelhecendo".

"Os Princípios para Sustentabilidade em Seguros fornecem diretrizes globais para elaborar e ampliar soluções inovadoras de gestão de riscos e seguros que precisamos para promover energia renovável, água limpa, segurança alimentar, cidades sustentáveis e comunidades resistentes a desastres. As Nações Unidas esperam trabalhar com todos os setores da sociedade para a adoção global dessa importante nova iniciativa ao formularmos o futuro que desejamos", enfatizou o secretário-geral da ONU.

Os Princípios foram divulgados pela ONU e por líderes do setor de seguros em um grande evento global do qual participaram centenas de CEOs e altos executivos. O evento foi copatrocinado pela Sociedade Internacional de Seguros e pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg).

Achim Steiner declarou: "Nos últimos seis anos, a Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente vem explorando a possibilidade de criar princípios de sustentabilidade para o setor global de seguros que podem catalisar e amplificar mudanças transformacionais. Princípios adaptados às necessidades e aspirações do setor de seguros e dos clientes e cidadãos que atende".

"Sete bilhões de pessoas, chegando a mais de nove bilhões em 2050, não vão ficar parados e aguardar pelo futuro que desejam. Precisamos tornar nossas economias mais verdes, construir comunidades resilientes, apresentar resultados sociais mais abrangentes e conservar melhor nossas florestas, mananciais de água doce e outros ecossistemas cruciais. Os Princípios para Sustentabilidade em Seguros são a base sobre a qual o setor de seguros e a sociedade como um todo podem construir uma relação mais forte - que coloque a sustentabilidade no centro da gestão de riscos em busca de um mundo mais voltado para o futuro e mais bem administrado", concluiu Steiner.

O lançamento dos Princípios marca o início de uma iniciativa do setor de seguros apoiada pelas Nações Unidas que promoverá sua adoção e implementação no mundo todo.

Nikolaus von Bomhard, CEO da Munich Re, que atualmente preside o grupo de seguradoras da Iniciativa Financeira do PNUMA que conduziu a elaboração dos Princípios por diversas partes interessadas, explicou: "O setor de seguros desempenha um papel vital no desenvolvimento de nossa economia e nossa sociedade. Ao administrar e suportar riscos, nosso setor protege o bem-estar da sociedade e fomenta a inovação. Nosso setor dá a seus clientes a promessa de que cumpriremos nossas obrigações de curto e longo prazo assumidas nos contratos de seguro. Portanto, nosso setor tem o dever de agir de maneira responsável e voltada para o futuro. Os Princípios para Sustentabilidade em Seguros contribuirão de modo significativo para a sustentabilidade do setor de seguros e da sociedade como um todo".

"Agora é hora de colocar os Princípios em prática. Convido meus colegas do setor global de seguros para apoiar essa iniciativa histórica e dar vida aos Princípios por meio de seu compromisso", acrescentou.

Os Princípios surgiram de um processo global pioneiro, inclusivo e consultivo, envolvendo mais de 500 altos representantes do setor de seguros, governos, órgãos reguladores, organizações intergovernamentais e não governamentais, associações do setor, universidades e comunidade científica.

Com o apoio das principais seguradoras mundiais aos Princípios para Sustentabilidade em Seguros, espera-se que sejam rápida e amplamente adotados pelo setor global de seguros.

Os Princípios para Sustentabilidade em Seguros baseiam-se nos Princípios para o Investimento Responsável (PRI), que foram conceitualizados e apresentados pela Iniciativa Financeira do PNUMA e pelo Pacto Global da ONU para o setor de investimentos e lançados em 2006 pelo secretário-geral da ONU junto com alguns dos maiores investidores institucionais do mundo.

Até o momento, mais de mil investidores de 50 países, representando mais de US$ 30 trilhões em ativos administrados, adotaram os PRI e estão construindo mercados de capitais sustentáveis e uma economia verde implementando os PRI em todas as classes de ativos e regiões.


PRINCIPLES FOR SUSTAINABLE INSURANCE - PSI

http://www.unepfi.org/psi/wp-content/uploads/2012/06/PSI-document.pdf


PRINCÍPIOS PARA SUSTENTABILIDADE EM SEGUROS - PSI

http://www.unepfi.org/psi/wp-content/uploads/2012/05/PSI-document_Portuguese.pdf


Fonte : Programa das Nações Unidas Para o Meio Ambiente.

Tópico elaborado por Marcelo Gil.


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quinta-feira, 31 de maio de 2012

MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO ANUNCIA R$ 18 BILHÕES DE CRÉDITO PARA AGRICULTURA !!!



                                                        Imagem meramente ilustrativa.


O governo vai disponibilizar R$ 18 bilhões para crédito de custeio e investimento à agricultura familiar na safra 2012/2013. O anúncio foi feito ontem, dia 30, pelo ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, em resposta à lista de reivindicações apresentada há um mês pelos movimentos de trabalhadores rurais durante o Grito da Terra Brasil. O detalhamento dos recursos será divulgado durante o anúncio do Plano Safra da Agricultura Familiar, que deve acontecer no fim de junho.

As respostas do governo aos 138 itens de reivindicações foram apresentadas pela própria presidenta Dilma Rousseff em reunião com representantes de entidades do campo liderados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (CONTAG). O ministro Vargas disse que, além dos R$ 18 bilhões do Plano Safra, mais R$ 4 bilhões devem chegar aos agricultores familiares por meio de outros programas, como os de assistência técnica e aquisição de alimentos.

“A presidenta Dilma disse que se forem necessários mais recursos, vamos viabilizar mais”, disse Vargas. Ele garantiu que R$ 706,5 milhões para aquisição de terras para assentamentos da reforma agrária este ano não serão contingenciados e a presidenta Dilma determinou o descontingenciamento de R$ 300 milhões para assistência técnica para pequenos produtores. Com a última medida, os recursos para a modalidade chegam a R$ 542 milhões.

O presidente da Contag, Alberto Broch, disse após a reunião que é preciso analisar as respostas para fazer um balanço geral das respostas recebidas do governo. Ele disse que os trabalhadores rurais saíram “satisfeitos em parte” com o que ouviram.

“Houveram avanços importantes principalmente nos custeios e investimentos e descontingenciamento da assistência técnica, mas outros pontos não avançaram. Para a reforma agrária, só o descontingenciamento é pouco”, disse Broch, explicando que os movimentos sociais ligados ao campo pediam pelo menos mais R$ 500 milhões para desapropriações.

O governo se comprometeu a aumentar o volume de crédito habitacional para os assentamentos, que passarão a integrar o Programa Minha Casa, Minha Vida, que deve passar de R$ 15 mil para R$ 25 mil por habitação. O pacote de medidas anunciado hoje também inclui ampliação do teto do crédito de custeio de R$ 50 mil para R$ 80 mil por produtor e elevação de recursos para o Pronaf Semiárido e para o Pronaf B, que atende agricultores de mais baixa renda

Para os produtores do semiárido, o limite de crédito, que hoje é R$ 12 mil, poderá chegar a R$ 18 mil. Os agricultores do Pronaf B, que atualmente contam com até R$ 7,5 mil, passarão a ter até R$ 10 mil para custeio.

Segundo o ministro Pepe Vargas, durante a reunião a presidenta reforçou o tratamento diferenciado dado pelo governo à agricultura familiar dentro do Novo Código Florestal Brasileiro. Com os vetos e modificações ao código divulgados na segunda-feira (28), o governo criou condições especiais para os pequenos produtores, como exigência de recompor em quantidade menor as áreas de preservação permanente (APPs), com a possibilidade de usar espécies exóticas.

"A presidenta trabalhou bastante essa questão do código florestal, reforçou a importância da agricultura familiar na produção de alimentos e disse que não podemos tratar igualmente os desiguais", disse.


Fonte : Agência Brasil de Comunicação.

Tópico elaborado por Marcelo Gil.


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sexta-feira, 11 de maio de 2012

CURSO DE INTRODUÇÃO AO GEOPROCESSAMENTO DA EMBRAPA MEIO AMBIENTE !!!





O termo Geoprocessamento surge com a introdução dos conceitos de manipulação de dados espaciais georreferenciados por meio de instrumentos computacionais chamados de Sistemas de Informações Geográficas (SIG). Um SIG é constituído por um conjunto de ferramentas especializadas em adquirir, armazenar, recuperar, transformar e emitir informações espaciais, tornando-se, desta forma, cada vez mais utilizado nos diversos campos de estudo, como a agricultura, o meio ambiente e os recursos naturais.


OBJETIVO

Apresentar os principais conceitos envolvidos na disciplina de Geoprocessamento e exemplos de aplicações na agricultura e meio ambiente, por meio de exposições teóricas e atividades práticas computacionais. 


PÚBLICO-ALVO

Especialistas, técnicos e estudantes interessados na aplicação da tecnologia de Geoprocessamento na solução de seus problemas.


PROGRAMAÇÃO

20 de agosto

8h Abertura

8h15 Fundamentos de Cartografia Renata do Valle Gonçalves

- Posicionamento na Terra - Sistemas de coordenadas
- Projeção cartográfica
- Sistemas de Coordenadas UTM (Universal Transverso de Mercator)
- Escala - Classificação de Mapas e Cartas
- Elementos de planimetria e altimetria
- Elementos de carta topográfica
- Fonte de dados

10h15 Intervalo

10h30 Sistema de Informações Geográficas - Introdução Emília Hamada

- Evolução histórica do SIG
- Conceitos SIG e suas características
- Dados vetoriais e matriciais
- Exemplos de aplicação

12h Almoço

13h15 Aplicação em agroclimatologia Emília Hamada e Renata do Valle Gonçalves

15h15 Intervalo

15h30 Aplicação em agroclimatologia (continuação)

17h Encerramento


21 de agosto

8h Cartografia temática Renata do Valle Gonçalves

- Conceitos
- Características
- Linguagem cartográfica
- Teoria da comunicação
- Instrumentos de representação

10h15 Intervalo

10h30 Introdução ao Sensoriamento Remoto Emília Hamada

- Interação da radiação eletromagnética e principais alvos
- Principais satélites e sensores
- Imagens de satélite
- Técnicas de processamento digital de imagens

12h Almoço

13h15 Aplicação prática em solos Emília Hamada e José Tadeu de O. Lana

15h15 Intervalo

15h30 Aplicação prática em solos (continuação)

17h Encerramento


INSCRIÇÃO

Número de vagas: 10

E-mail: geoprocessamento-l@cnpma.embrapa.br

Importante: Os dados informados na pré-inscrição serão utilizados na emissão dos crachás e certificados. 


VALORES

Profissionais: R$ 550,00

Estudantes: R$ 500,00

Obs.: O desconto aos estudantes de graduação e pós está condicionado ao envio do comprovante de vínculo com a instituição de ensino, diretamente ao e-mail: (geoprocessamento-l@cnpma.embrapa.br ) antes de efetuar o pagamento do boleto.

O não atendimento acarretará na cobrança do valor referente a profissionais.


COORDENAÇÃO

Emília Hamada Engenheira Agrícola, Doutora, Pesquisadora da Embrapa Meio Ambiente na área de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto


INFORMAÇÕES

Embrapa Meio Ambiente
Núcleo de Comunicação Organizacional
Caixa Postal 69 Cep 13820-000
Jaguariúna/SP
Telefone: (19) 3311-2718 Fax: (19) 3311-2640
Site : www.cnpma.embrapa.br/sac


LOCAL

Embrapa Meio Ambiente
Rod. Campinas Mogi-Mirim Km 127,5 – Tanquinho Velho Jaguariúna/SP.


PATROCÍNIO 



Fonte : Embrapa Meio Ambiente.

Tópico elaborado por Marcelo Gil.


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terça-feira, 1 de maio de 2012

ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES OFERECE BIODIESEL A ESPANHA !!!


                                                        Imagem meramente ilustrativa.


A Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil (APROBIO), encaminhou ofício à embaixada espanhola em Brasília colocando à disposição do país as 28 usinas associadas para fornecimento de biodiesel, no lugar do que a Espanha deixou de importar esta semana da Argentina, em represália pela nacionalização da empresa YPF, da espanhola Repsol.

As empresas associadas da entidade responderam por mais de 50% da oferta do produto no último leilão realizado pela Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no final de fevereiro deste ano, quando foram comercializados 700 milhões de litros.

A produção brasileira de biodiesel, terceira maior do mundo depois de Argentina e Estados Unidos, superou os 2,5 bilhões de litros no ano passado, o que representou um faturamento de R$ 6 bilhões (US$ 3,1 bilhões). Além disso, o parque fabril do setor, composto por 63 usinas, opera com 55% de ociosidade em sua capacidade instalada.

Em 2011, a Argentina exportou um total de 1,87 bilhão de litros de biodiesel. De acordo com o Instituto Espanhol de Comércio, o país desembolsou US$ 920 milhões na compra de biocombustíveis argentinos (700 milhões de Euros). A Espanha é tida como a porta de entrada para o biodiesel na Europa, que dali se destina a outros países da Comunidade Europeia.

Quinze usinas brasileiras tem autorização da ANP para exportarem o biocombustível. A agência determina também um teto máximo de 4,6 bilhões de litros para venda ao exterior, o que supera bem o volume exportado pela Argentina no ano passado.

Na semana passada o embaixador espanhol no Brasil, Manuel de la Cámara, disse que a nacionalização da YPF pela Argentina abria possibilidades de o Brasil vender mais produtos para a Europa. “Acho que os europeus vão comprar mais biodiesel do Brasil. Essa é uma oportunidade para o Brasil vender produtos agrícolas, como soja, além de biocombustíveis e ferro”, afirmou ele, segundo despacho da Agência Brasil. 

Várias usinas brasileiras tem autorização especial da ANP para exportar biodiesel, que hoje é misturado à proporção de 5% por litro de diesel fóssil comercializado no país. Com R$ 4 bilhões investidos nos últimos sete anos, a produção de biodiesel no Brasil gera 1,3 milhão de empregos e envolve mais de 100 mil famílias de pequenos agricultores no fornecimento de matéria prima.

“Acredito que o Brasil tem todas as condições de atender os contratos da Espanha com a YPF”, afirma o presidente da Aprobio, Erasmo Battistella. Ele diz que já pediu uma audiência ao embaixador da Espanha no Brasil para se informar sobre os detalhes destas operações.

A partir daí, a APROBIO pretende procurar os importadores espanhóis e buscar o suprimento das importações, ainda que em caráter emergencial ou provisório, até que Espanha e Argentina resolvam as questões legais e comerciais que a suspensão dos contratos possa gerar.

Segundo Battistella, o biodiesel argentino exportado para a Espanha é feito à base de soja, matéria prima de 80% do biocombustível produzido no Brasil. Além do grão, 16% da matéria prima vêm do sebo bovino, da palma, de óleo de soja reutilizado, do girassol, da canola, e de outras oleaginosas.


Fonte : Associação dos Produtores de Biodiesel do Brasil.

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sexta-feira, 27 de abril de 2012

19ª FEIRA INTERNACIONAL DE TECNOLOGIA AGRÍCOLA EM AÇÃO !!!



                                                        Imagem meramente ilustrativa.


Com início no dia 30 de abril em Ribeirão Preto, a Agrishow - Feira Internacional de Tecnologia Agrícola em Ação, traz as principais novidades e tendências para o mercado de Agricultura. Um dos destaques do evento serão as novas soluções para Agricultura de Precisão apresentadas pela Geo Agri Tecnologia Agrícola, empresa participante desde 1998.

Na área de equipamentos, o público poderá conferir de perto o EZ-Pilot, novo piloto automático elétrico da Trimble que possui um sistema de acionamento diferenciado, sendo acoplado diretamente na barra da direção, proporcionando desempenho similar ao piloto hidráulico e preço mais próximo ao piloto elétrico. Também estará no stand o Weedseeker, sistema exclusivo da Trimble onde através de sensores de índice verde, controla automaticamente a aplicação de herbicida, com possibilidade de economia em até 80%.

Na área de software será apresentado o novo módulo Farm Works para gerenciamento de projeto no plantio e colheita da cana-de-açúcar, além do modem DCM300 para transmissão de dados e rastreamento de máquinas sem fio. Por fim, para a área de sensoriamento remoto, será mostrado o VANT Swinglet CAM, que tem como principais diferenciais o baixo preço, a facilidade de operação e a rápida obtenção dos resultados com a imagem.

Além destes lançamentos, o stand também contará com todo o portfólio de produtos da linha Trimble e as melhores soluções para geotecnologias, entre eles: sistemas de guia por barra de luzes Ag250, CFX750 e FMX, piloto automático hidráulico, sistema de controle de seção na pulverização, sistema de controle automático de adubo em taxa fixa ou variável, software para Agricultura de Precisão Farm Works e coletor de dados Juno para coleta de informações georreferenciadas.

De acordo com o gerente geral da Geo Agri, Rodrigo Tamani, o portfólio de produtos listados, somado ao conjunto de serviços prestados, compõem o leque de um dos diferenciais da empresa. “Nossa perspectiva é que haja um aumento de público, já que o setor para a Geo Agri está bastante aquecido. Vamos mostrar ao mercado os lançamentos e diferenciais da empresa, onde temos produtos para oferecer do plantio à colheita, além de soluções de gerenciamento através de software e monitoramento por meio de sensoriamento remoto. Nosso stand também contará com uma equipe altamente especializada para um atendimento personalizado”, explica.

A Agrishow 2012 será realizada entre os dias 30 de abril e 4 de maio, no Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronégócios do Centro-Leste. A participação da Geo Agri, com stand localizado no espaço A7B, é pautada pela melhor e mais completa linha de produtos e soluções para Agricultura de Precisão e pela qualidade nos serviços prestados.


TECNOLOGIAS PARA A PECUÁRIA

Com uma área cultivada para pastagem de 2.347 hectares, 1.700 cabeças de gado para corte e uma produção de leite tipo B de um milhão de litros por ano, a região de Ribeirão Preto, no interior do Estado de São Paulo, ocupa um espaço importante no setor pecuário brasileiro.

Os dados são da Casa de Agricultura do município. Para atender as necessidades desse mercado, fabricantes de equipamentos e acessórios investiram em novas soluções, que serão apresentadas na Agrishow 2012.

As novidades vão de réguas em concreto pretendido a sistema de alimentação controlada para suínos.

A Currais Itabira levará a Agrishow as Réguas em Concreto Protendido e Auto Adensável e novos projetos anti-stress para serviços cotidianos em confinamentos e fazendas de cria. De acordo com o fabricante, os produtos oferecem maior resistência e tempo de vida útil, a favor da segurança dos animais.

Já a GSI Brasil apresenta sua linha de produtos para avicultura e suinocultura. O Ninho automático modelo 2012 traz melhoria no acesso as aves, pois sua lateral é mais alta. Este recurso permite uma maior abertura da entrada do ninho que, segundo o fabricante, oferece mais conforto à ave para chocar os ovos. Para os produtores de suinocultura, a empresa apresenta o Multitratos, sistema de alimentação que distribui o alimento em forma “farelada” em comedouros lineares.

Além da pecuária, outros setores importantes do agronegócio terão espaço na Agrishow: aviação, irrigação, ferramentas, caminhões/ônibus/transbordos, máquinas para construção, agricultura de precisão, armazenagem, pneus e automobilístico.


AGRISHOW 2012

Data: 30 de abril a 4 de maio de 2012

Horário: das 8h às 18h.

Local: Pólo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios do Centro-Leste / Centro de Cana (Rodovia Antônio Duarte Nogueira Km 321 - Ribeirão Preto - SP).

Área Global de Exposição: 360 mil m2

Evento exclusivo para profissionais do setor.

Telefones:. 55 11 3030.9463 / 9460 / 9461 / 9462

É proibida a entrada de menores de 16 anos.


Fonte : Agrishow 2012.


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segunda-feira, 16 de abril de 2012

RENTABILIDADE DA SOJA PODE CONTINUAR EM ALTA E SER A LOCOMOTIVA DO AGRONEGÓCIO EM 2013 !!!



                                       Imagem do transporte de soja no Porto de Paranaguá.


A soja continuará sendo a locomotiva do agronegócio em 2013. A perspectiva é de margens positivas no campo pelo sexto ano consecutivo. A avaliação é do engenheiro-agrônomo André Pessôa, sócio-diretor da Agroconsult, que prevê um horizonte de bonança para os próximos anos. A restrição na oferta e a demanda aquecida impulsionaram as cotações da soja para patamares recordes para esta época do ano.

Na opinião do especialista, a crise financeira de 2008 e a de crédito do final do ano passado não interferiram no quadro de escassez que paira sobre o mercado de soja no mundo, que desde a década passada convive com estoques extremamente baixos. Ele observa que o epicentro das crises está nos países desenvolvidos e não nos em desenvolvimento, que têm sido responsáveis pelo aquecimento da demanda mundial de alimentos nos últimos anos.

O analista comenta que nos últimos anos, quando a produção de soja não é afetada por problemas climáticos, a oferta tem sido suficiente para atender à demanda, mas qualquer contratempo tem forte impacto sobre os preços por causa dos baixos estoques. Ele diz que um patamar confortável para a soja deveria ser de 16% na relação estoque/uso, mas nas últimas seis safras os estoques de passagem têm ficado abaixo de 10% do volume consumido na safra.

Ele observa que o problema se repete também com milho, pois nos últimos dois anos os estoques norte-americanos estão em níveis críticos. “A situação é dramática porque os norte-americanos são os responsáveis pela formação dos preços do milho, pois, além de maiores produtores e consumidores, respondem por 60% do milho exportado no mundo”, diz ele.

No caso da soja, lembra Pessôa, existe a possibilidade de a América do Sul compensar uma eventual restrição de oferta nos Estados Unidos, o que não aconteceu neste ano, porque a estiagem provocou forte quebra nas safras do Brasil, Argentina e Paraguai. “Adiamos por mais um ano a chance de alívio nos estoques de soja, com uma notícia preocupante para os consumidores, que é a intenção dos norte-americanos de reduzir área neste ano”, diz o consultor.

André Pessôa acredita que os preços da soja se manterão em patamares rentáveis por mais uma década, pois o processo de urbanização nos países em desenvolvimento ainda não terminou. Ele diz que hoje metade da população ainda vive no campo, mas nos próximos anos 70% estarão morando nas cidades. “O processo de mudança da dieta, com aumento do consumo de proteínas animais, vai continuar ocorrendo. Os fatores que determinam uma demanda muita forte por soja e milho continuarão presentes nos próximos anos”.

O sócio-diretor da Agroconsult diz que para equacionar a oferta e a demanda de soja seria preciso uma nova “revolução verde”, como a que aconteceu na década de 1970, quando as tecnologias existentes nos países desenvolvidos (fertilizantes, sementes melhoradas e agroquímicos) foram repassadas para os países em desenvolvimento. Ele comenta que existia um déficit na oferta que foi resolvido com a revolução verde, que possibilitou um salto de produtividade na agricultura mundial. A produtividade da soja, por exemplo, cresceu na faixa de 3% ao ano na década de 1970, enquanto na safra passada o crescimento foi de apenas 0,9%. Hoje, diz ele, a única solução seria expandir o plantio, “mas nem no Brasil existe disponibilidade de área”.

Na opinião do especialista, apenas a biotecnologia não tem condições de dar o salto de produtividade que o mundo precisa. Por isso, acrescenta, a taxa de crescimento da oferta continuará abaixo da expansão da demanda. Assim, diz ele, os preços da soja continuarão em patamares rentáveis, “um pouco mais altos em anos de quebra de safra e um pouco mais baixos em anos de boa produtividade”.

André Pessôa ressalta que o nível de rentabilidade da soja brasileira depende de fatores como custo de produção, logística e taxa de câmbio. Ele observa que nos últimos anos os custos têm se mantido relativamente comportados, sem repetir o que ocorreu no período pré-crise de 2008, quando em alguns casos os preços dos insumos subiram mais do que as cotações das commodities.

Em função da estabilidade dos preços dos insumos, as relações de troca na agricultura têm se mantido em patamares historicamente bons. Pessôa cita o caso de Mato Grosso, onde a relação de troca está em 21 sacas de soja por hectare nas vendas no disponível e de 24 sacas nas negociações para entrega futura.

O custo total chega a no máximo 40 sacas por hectare, considerando os custos adicionais, o que proporciona uma boa rentabilidade, levando em conta a perspectiva de colheita de 50 sacas por hectare. A margem se estreita para os arrendatários, que têm que pagar ao dono da terra 10 sacas de soja por hectare.

“Quem tem terra própria consegue pelo menos 20% de margem, que é proporcional ao risco que a atividade representa”, diz o especialista.

Fonte : Agrolink.

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segunda-feira, 9 de abril de 2012

EMBRAER E UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO INAUGURAM CENTRO DE ENGENHARIA DE CONFORTO EM AVIÕES !!!



                                                      Na foto modelo 175 da Embraer.


A Embraer e a Universidade de São Paulo (USP) inauguraram no dia 5 de abril, nas dependências da Escola Politécnica (POLI), na capital paulista, o 1º Centro de Engenharia de Conforto (CEC).

Construído no âmbito de um projeto realizado pela Embraer com apoio da FAPESP e em parceria com a USP, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), o centro de pesquisa visa aperfeiçoar o conforto no interior de aeronaves, harmonizando padrões de estética e de funcionalidade.

Para atingir esse objetivo serão realizados testes com participantes treinados e habituados a viagens aéreas sobre os fatores que influenciam a sensação de conforto no interior de uma aeronave. Entre eles estão vibração, temperatura, pressão, ergonomia e iluminação.

Avaliados nos últimos anos de forma isolada por diferentes grupos das universidades participantes do projeto, juntamente com a equipe técnica da Embraer, esses fatores deverão ser estudados de forma integrada no CEC.

“Os pesquisadores que participam do projeto vinham trabalhando nos últimos três anos em projetos específicos, como os de conforto térmico e vibração. Com a inauguração do centro será possível verificar, por exemplo, como esses dois aspectos se relacionam”, disse Jurandir Itizo Yanagihara, professor do Departamento de Engenharia Mecânica da Poli e coordenador do projeto.

O centro de pesquisas reproduz um aeroporto, com sala de espera para o embarque, painéis de chegada e partida de vôos e rampa de acesso a um simulador de vôo, que simula todas as características do interior da cabine de uma aeronave.

Desenvolvido a partir de um modelo em tamanho real (mock up) e reformado de partes de cabines de jatos comerciais modelos 170 e 190, fabricados pela Embraer, o simulador – que tem 30 assentos e está instalado dentro de uma câmara de pressão –, reproduz condições muito próximas de um vôo real.

“Esse tipo de câmara é única no mundo. Só existe outra similar no Instituto Fraunhofer, na Alemanha, mas que é voltada para aviões de grande porte”, contou Yanagihara.

Segundo Yanagihara, uma das questões que serão avaliadas no novo centro de pesquisas é a influência da pressão interna na cabine sobre o conforto dos passageiros, sobre a qual há divergência na avaliação entre os dois maiores fabricantes de aviões no mundo (Boeing e Airbus) em relação à altitude ideal de vôo para não fazer com que os passageiros sintam mais cansaço durante uma viagem.

“Além de desenvolver modelos para prever o desconforto com variações de pressão dentro da cabine, os modelos também serão alimentados pelo trabalho experimental que estamos desenvolvendo”, disse Yanagihara.

Outros aspectos que estão sendo estudados no projeto são os efeitos da iluminação interna da cabine sobre a sensação de conforto e calor dos passageiros. Por meio de um novo sistema de iluminação de LED aeronáutico, que ainda não está presente nos aviões da Embraer, os pesquisadores avaliam qual a cor e a intensidade mais adequadas para diferentes fases do vôo, como uma cor mais fria e suave na decolagem e mais quente durante o serviço de bordo.

Em outro mock up, também instalado no centro de pesquisa, serão estudadas as possibilidade de controlar a temperatura ao redor dos passageiros (microclima) por meio das saídas de ar ou com sistemas de ventilação e de aquecimento das poltronas.

Os pesquisadores desenvolvem um difusor com uma geometria que cria uma corrente de ar mais circunscrita a uma região, de tal forma que o ambiente e microclima de um passageiro não altere o de seu vizinho de poltrona. “Existe um leque grande de possibilidades de estudos que poderemos realizar”, disse Yanagihara.

Para viabilizar o Centro de Engenharia de Conforto foi necessário desenvolver sistemas inéditos, como o de controle de variação de temperatura e umidade no interior da cabine – criado por uma empresa fundada por um engenheiro formado pela Poli –, e o sistema responsável por reproduzir os efeitos acústicos e de vibração dentro da cabine, construído por pesquisadores participantes do projeto. 


MODELO DE COOPERAÇÃO

Na avaliação de Mauro Kern, vice-presidente executivo de engenharia e tecnologia da Embraer, o projeto de pesquisa sobre conforto e design de cabines que a empresa conduz em parceria com as universidades está na vanguarda das pesquisas realizadas nessa área e representa um modelo de cooperação entre empresa e instituições de pesquisa para se fazer inovação.

“Ninguém consegue mais evoluir sozinho, somente com base em seus próprios esforços. Cada vez mais precisamos avançar na colaboração, fundindo ideias, como será feito nesse centro de pesquisas de classe mundial, que exigirá um esforço muito grande de coordenação”, disse.

A Embraer já mantinha parcerias de cooperação tecnológica com as universidades do projeto, como a UFSC, com quem realizava pesquisas sobre conforto vibroacústico, além da UFSCar, na área de ergonomia, e com a USP, sobre conforto térmico e pressão de cabine. Em 2005, a empresa procurou Yanagihara para construir uma rede de pesquisa envolvendo as três universidades e grupos de pesquisadores com quem a empresa já vinha realizando projetos.

A rede de pesquisa foi formada por integrantes dos departamentos de Engenharia Mecânica e de Engenharia de Produção da Poli e dos Institutos de Ciências Biomédicas e de Psiquiatria da USP, da engenharia de produção da UFSCar e da engenharia mecânica da UFSC.

Um dos resultados do projeto já absorvidos pela Embraer no desenvolvimento de suas aeronaves foi um modelo de predição de ruídos que a empresa utiliza no desenvolvimento do sistema de ar condicionado de algumas de suas aeronaves.

“Todo conhecimento gerado pelo projeto está sendo absorvido. A ideia é não esperarmos até a conclusão do projeto para usar as ferramentas que estão sendo criadas, mas aproveitarmos as janelas de oportunidades de aplicações”, disse André Gasparotti, gestor de projetos de desenvolvimento tecnológico nas áreas de conforto de cabine, design e ruído externo da Embraer.

O projeto está recrutando voluntários para participar dos testes de conforto em aeronaves.

Os interessados podem se cadastrar pela página de internet. Acesse :  

www.lete.poli.usp.br/confortodecabine/inicio.html


Fonte : Embraer e Universidade de São Paulo.

Tópico elaborado por Marcelo Gil.


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quarta-feira, 4 de abril de 2012

INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE) LANÇA SITE PARA MONITORAR A COLHEITA DA CANA-DE-AÇÚCAR PAULISTA !!!



                                                       Imagem meramente ilustrativa.


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) lança site que permite avaliar por meio de imagens de satélites se os produtores do Estado de São Paulo estão substituindo a colheita manual da cana-de-açúcar – e, consequentemente, o uso do fogo – pela mecanização, conforme determina o Protocolo Agroambiental, assinado por produtores paulistas, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a União da Indústria de Cana-de-açúcar do Estado de São Paulo (Unica).

Os dados do site – fornecidos pelo Inpe, na forma de mapas, gráficos e tabelas – permitirão avaliar a situação em cada município ou região desde 2006, e verificar se as informações fornecidas pelos produtores aos órgãos ambientais correspondem à realidade. Para isso, será possível analisar imagens de satélites registradas ao longo do período da colheita para identificar se há sinais de queimada.

De acordo com o Inpe, as informações mais recentes sobre a safra 2011-2012 mostram que a mecanização já atingiu 65,2% da colheita no Estado de São Paulo. Isso significa que dos 4.796.140 hectares de cana colhidos na última safra, 3.125.619 hectares foram colhidos mecanicamente, enquanto 1.670.521 hectares (34,8%) ainda sofreram com a queima.

O site integra um projeto realizado pelo Inpe desde 2003, denominado Canasat, que utiliza técnicas de sensoriamento remoto e geoprocessamento para mapear a área cultivada e fornecer informações sobre a distribuição espacial da cultura de cana-de-açúcar.

Inicialmente, o projeto abrangeu apenas São Paulo e, a partir de 2005, o mapeamento passou a integrar também Paraná, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e, desde 2010, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

O mapeamento sobre o tipo de colheita, para verificar a ocorrência da prática da queima da palha da cana, é realizado apenas para o Estado de São Paulo e foi motivado pelo estabelecimento do Protocolo Agroambiental. Segundo o Inpe, em breve os mapas também serão disponibilizados para os outros estados da região Centro-Sul.


DESCRIÇÃO

O Projeto de Monitoramento da Colheita da Cana-de-açúcar tem como objetivo identificar e mapear anualmente o tipo de colheita, com ou sem a queima da palha da cana-de-açúcar, por meio de imagens de satélite de observação da terra. Os resultados obtidos nesse projeto podem servir para balizar políticas públicas que visem à redução/extinção da queima da cana-de-açúcar em municípios e regiões do Estado de São Paulo.


PRODUTOS

Mapas, gráficos e tabelas da área de cana-de-açúcar colhida por municípios e por Regiões Administrativas (RA) do Estado de São Paulo.


MOTIVAÇÃO

A Lei Estadual 11.241 estabelece para 2021 a extinção da queima da palha como método de pré-colheita da cana-de-açúcar na maior parte da área cultivada do Estado de São Paulo. O Protocolo Etanol Verde, iniciativa do governo estadual e do setor sucroenergético, antecipa esse prazo para 2014 e prevê a concessão anual de um certificado de conformidade aos produtores que adotarem boas práticas de manejo.


METODOLOGIA

O mapeamento é realizado anualmente, tendo como base as áreas disponíveis para colheita, delimitadas pelo Projeto Canasat, e imagens obtidas pelos satélites Landsat, CBERS e Resourcesat-I, disponibilizadas gratuitamente pelo INPE/DGI. O processamento e a interpretação das imagens são realizados no software SPRING.

Informações mais detalhadas sobre o Projeto de Monitoramento da Colheita da Cana-de-açúcar podem ser obtidas no artigo Remote Sensing Images in Support of Environmental Protocol: Monitoring the Sugarcane Harvest in São Paulo State, Brazil.


MONITORAMENTO VIA SATÉLITE

http://www.dsr.inpe.br/laf/canacrua/dados.html


Fontes : FAPESP e INPE.

Tópico elaborado por Marcelo Gil. 


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 http://mgilrepresent.blogspot.com.br/2012/04/instituto-nacional-de-pesquisas.html

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